Usar cloroquina é decisão do médico

Atualizado: Jul 10

Bolsonaro, que não é médico, vem insistindo no uso dessa medicação como se a mesma fosse eficaz. Trata o tema como se fosse grande especialista no assunto




Não adianta políticos semialfabetizados exigirem o uso de qualquer medicamento. A gestão de crises de saúde, qualquer uma, tem sido objeto de muitos trabalhos acadêmicos. Envolve milhares de horas de leitura e interpretação. Só os médicos que suportaram essa carga de estudos são dignos de credibilidade.


Partindo dessa premissa de sensatez e bom senso é bom lembrar que o exercício da medicina, no exato momento em que é preciso enfrentar um paciente contaminado por um vírus agressivo e letal, é sacerdócio indelegável do médico. No Brasil tem sido assim, no resto do mundo também.


Não adianta direitopatas, esquerdopatas, democratas, republicanos, socialistas, comunistas e etc. avançarem no cenário de uma UTI. Lá não cabe ideologia. O médico vai escolher o medicamento que os protocolos recomendem em sintonia com o quadro clínico e prontuário do paciente. Nada além disso.


Usar Hidroxicloroquina, ou não, é decisão particular, íntima, restrita do médico. Ele, aplicando sua sensibilidade profissional, é que decide o que usar.

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